A proposta é o produto que o cliente vê
O sistema que você vai instalar é praticamente o mesmo do concorrente. Módulo, inversor, estrutura — quase todo mundo compra dos mesmos distribuidores.
O que o cliente compara é a proposta.
O que precisa estar lá
Consumo de referência, com origem. Diga de onde saiu o número: média das últimas doze contas, e o período considerado. Cliente que vê a origem confia na conta; cliente que vê só o resultado desconfia de tudo.
Geração estimada mês a mês. Média anual esconde o inverno. Quem recebe só a média liga em junho perguntando o que houve com o sistema.
As perdas consideradas. Dizer que considerou temperatura, sujeira e conversão passa mais confiança do que um número redondo sem explicação. E protege você depois.
A economia com a Lei 14.300 aplicada. Desde 2023 o excedente injetado na rede paga a parcela do fio B, com percentual que sobe ano a ano. Projeção que ignora isso promete economia que não vai acontecer — e o cliente descobre na primeira conta.
Prazo e o que está incluído. A homologação junto à concessionária costuma ser o item que ninguém detalha e o que mais gera atrito depois.
O que atrapalha
Proposta de vinte páginas com foto de painel genérico. O cliente quer três coisas: quanto gera, quanto economiza, quanto custa. O resto é anexo.
Onde a proposta costuma quebrar
Não é no cálculo. É no fato de a proposta sair de um arquivo que cada vendedor mantém do seu jeito — e aí duas propostas da mesma empresa, para clientes parecidos, chegam com margens diferentes e prazos diferentes.
O cliente não vê isso. Mas o resultado do mês vê.