Planilha funciona. Até não funcionar.
Nenhuma integradora começa com sistema. Começa com uma planilha boa, feita por alguém que entende do assunto — e ela resolve por bastante tempo.
O problema não é a planilha. É a segunda cópia dela.
Os quatro sinais
Existe mais de uma versão do arquivo de preço. No momento em que o vendedor baixa uma cópia para trabalhar offline, a empresa passou a ter dois preços. E o cliente sempre recebe o mais antigo.
Ninguém sabe qual proposta está de pé. Sem lugar único, o funil vive na cabeça de quem vendeu. Quando essa pessoa sai de férias, o funil sai junto.
O mesmo equipamento é digitado toda vez. Se cada proposta redigita o modelo do módulo, o erro de digitação vira erro de orçamento — e às vezes vira equipamento errado comprado.
O financeiro reconstrói o que o comercial já sabia. Fechou a venda, alguém digita tudo de novo em outro lugar. É trabalho pago duas vezes para produzir o mesmo dado.
O que muda com cadastro compartilhado
Não é sobre ter software. É sobre o dado ter um dono.
Quando painel, inversor, concessionária e faixa de preço pertencem à empresa e não ao vendedor, a proposta sai do mesmo lugar toda vez. Atualizou o preço, atualizou para todo mundo — inclusive para quem estava com o arquivo aberto.
Por que começar por aí
É a mudança mais barata e a que mais dói adiar, porque o custo de migrar cresce junto com o número de planilhas espalhadas.
Uma integradora com três vendedores tem três planilhas. Com oito, tem oito versões de verdade sobre quanto custa o mesmo módulo — e ninguém sabe qual está certa até o cliente reclamar.